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Prepararão da conferência
Conferência

Conferência

«Acessibilidade e Inclusão: Que presente? Que futuro no concelho de Amares?»

 

I - Enquadramento da Conferência

A diversidade - biológica, antropológica e social - é um elemento incontornável da realidade. A vida, a pessoa e a sociedade são diversas e colocam um desafio fundamental a cada pessoa e sociedade: o de viver a diversidade como um valor! Caso contrário, essa diversidade constitui fonte de desigualdades e injustiças. É fundamental reconhecer e assumir o valor da diversidade humana em todos os âmbitos: nas políticas públicas e na vida social, cultural e educacional. Só assim é possível romper a relação «diversidade = desigualdade» ou, concretizando, «pessoa com deficiência = exclusão».

 

A sociedade inclusiva - sociedade para todos - é capaz de conviver naturalmente com a diversidade, é capaz de afirmar a diversidade humana como a sua grande força e riqueza.

Construir esta sociedade implica, entre outros aspetos, eliminar as barreiras arquitetónicas, comunicacionais e sociais que enfrentam as pessoas com deficiência e as impedem de ter acesso a todos os lugares, gozar dos seus direitos e ter a mesma igualdade de oportunidades que têm as outras pessoas. Construir esta sociedade implica intervir ao nível da acessibilidade, entendida como um processo de transformação do ambiente e da organização da própria sociedade que diminui o efeito de uma deficiência. Por isso, a acessibilidade é uma questão de direitos: significa que todas as pessoas, na riqueza da sua diversidade, possam viver de um modo autónomo e participar plenamente na sociedade.

A acessibilidade permite o acesso de todas as pessoas aos diferentes bens materiais, sociais, culturais e artísticos presentes na sociedade: «Sociedade Acessível a Todos = Sociedade inclusiva».

 

II - A Conferência: aspetos concretos

Construir uma sociedade inclusiva e acessível a todos, reconhecendo a diversidade como um valor, é um desafio fundamental que se coloca a cada cidadão e à sociedade no seu conjunto, implicando a capacidade de refletir e agir, individual e comunitariamente. A Conferência «Acessibilidade e Inclusão: Que presente? Que futuro no concelho de Amares?» inscreve-se neste propósito, num contexto preciso: o do concelho de Amares.

DATA: 06 de março de 2015

HORA: 21.00H

LOCAL: Auditório/Salão Nobre da Câmara Municipal de Amares

 

 

Oradores

Dr. Leonardo Silva, professor de Educação Especial

Arquiteto Rodrigo Oliveira, Câmara Municipal de Amares

Dra. Sónia Machado, Fisioterapeuta - APCB

Dra. Daniela Rodrigues, Terapeuta Ocupacional - APCB

 

Momento musical

Grupo de percussão do AE Amares «ESCOLÁBOMBAR»

 

Organização

Agrupamento de Escolas de Amares

Câmara Municipal de Amares

Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Amares

Conferência: “Acessibilidade e Inclusão: Que presente? Que futuro no concelho de Amares?”

 

No âmbito do projeto “Escola Alerta! - 2015” desenvolvido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., o Agrupamento de Escolas de Amares, em parceria com a Câmara Municipal de Amares e a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Amares, promoveu a Conferência “Acessibilidade e Inclusão: Que presente? Que futuro no concelho de Amares?”, no passado dia 06 de Março.

Falou-se de acessibilidade porque existem barreiras. Falou-se de inclusão porque uma sociedade inclusiva é um processo, uma permanente construção na qual todos somos convidados a participar.

A promoção da acessibilidade constitui um elemento fundamental na qualidade de vida das pessoas, sendo um meio imprescindível para o exercício dos direitos que são conferidos a qualquer membro de uma sociedade democrática. Por isso, centrando-se sobretudo nas barreiras arquitetónicas, Gonçalo Oliveira, arquiteto da Câmara Municipal de Amares, apresentou vários exemplos de intervenções executadas pelo município de Amares (na via pública e em edifícios) e referiu que «o município atua de duas formas distintas com o objetivo de possibilitar e promover a eliminação das barreiras arquitetónicas: no controlo prévio de obras executadas por particulares e durante a execução das mesmas e, ainda, na elaboração de projetos e na execução de obras por administração direta ou por empreitada.»

Sónia Machado e Daniela Rodrigues, a partir do trabalho que desenvolvem como técnicas da Associação de Paralisia Cerebral de Braga (APCB), alargaram o âmbito das barreiras referindo que estas existem a vários níveis - no ambiente físico, na comunicação, na participação social e nas atitudes -, estando presentes nos espaços públicos, mas também no interior das próprias casas. Deste modo, «falar em acessibilidade significa proporcionar condições de mobilidade, comunicação e participação social plena a todas as pessoas». 

O professor Leonardo Silva abordou a temática da conferência na primeira pessoa, uma vez que ele próprio é cego. Referiu que a terminologia muitas vezes usada («o deficiente», «o ceguinho», etc.), bem como a forma como as pessoas se relacionam com a realidade da deficiência revelam preconceito ou uma menorização da pessoa com deficiência. Porém, ela é isso mesmo: uma pessoa com dignidade inviolável. A sociedade inclusiva deve ser proativa, isto é, deve «estar preparada para atender a todos, responder às necessidades de todos, criando condições de igualdade para todos». Uma sociedade inclusiva é profundamente acolhedora: prevê, antecipa, prepara as respostas que devem ser dadas, antes mesmo das necessidades surgirem. Ainda, segundo Leonardo Silva, depois da família «a escola é o espaço do primeiro encontro com a diversidade humana», permitindo um enriquecimento mútuo. «Uma escola para todos é aquela onde todos aprendem com todos e podem ser mais felizes».

Entre os cerca de noventa participantes na conferência, estiveram presentes os alunos da turma do curso Profissional de Técnico de Turismo. Enquanto futuros profissionais do sector é fundamental uma sensibilização destes alunos que se traduza numa melhoria das práticas de turismo na região, no futuro. O turismo deve ser acessível a todos; o turismo deve ser, também ele, inclusivo.

Fotos da conferência

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